A evolução da inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho está impactando diretamente candidatos e profissionais. De acordo com um estudo da McKinsey & Company, até 2030, cerca de 30% das atividades humanas poderão ser automatizadas, o que demanda novas habilidades daqueles que buscam se manter competitivos.
O receio dos candidatos e colaboradores não está apenas na substituição simples de humanos por máquinas, mas sim na crescente exigência das empresas e dos softwares para uma melhor utilização da IA.
Segundo Karina Pelanda, gerente de recrutamento e seleção da empresa, a IA não substitui o profissional, mas redefine o seu papel. Para ela, a ferramenta pode auxiliar o profissional a destacar os seus talentos:
“Ferramentas como chatbots, análise preditiva e triagem automatizada já são parte dos processos seletivos. O desafio é desenvolver habilidades humanas, como pensamento crítico, adaptabilidade e comunicação, e integrar a IA ao cotidiano dos colaboradores”, explica.
Se antigamente, ter um curso de datilografia no currículo era sinal de comprometimento com a carreira, atualmente, o conhecimento em ferramentas de inteligência artificial demonstra que o profissional está buscando se manter atualizado:
“Os candidatos a emprego ou a promoção, por exemplo, precisam entender como a IA impacta desde a análise de currículos até a seleção para cargos. Tanto profissionais em atuação quanto candidatos devem buscar constante atualização, principalmente em áreas como tecnologia, dados e habilidades interpessoais”, conclui Pelanda.
