Intervalo térmico: uma medida benéfica para empresas e colaboradores

O tema da saúde ocupacional, especialmente em decorrência das diretrizes ESG, tem se tornado cada vez mais relevante nas indústrias brasileiras, com destaque para setores como frigoríficos, câmaras frias e locais de trabalho expostos a temperaturas extremas.

A legislação trabalhista brasileira estabelece a pausa térmica, um intervalo obrigatório para trabalhadores que enfrentam frio intenso. Essa pausa visa proporcionar ao corpo uma recuperação fisiológica, minimizando os efeitos adversos da baixa temperatura.

Rigoberto Costa, diretor da ztrax, empresa focada em monitoramento de ambientes internos e externos, ressalta que ainda persiste uma visão errônea sobre as pausas térmicas, sendo muitas vezes consideradas como um fator que diminui a produtividade ou apenas como uma medida para evitar problemas legais:

“Diversas empresas veem a pausa térmica como uma obrigação legal. Contudo, na prática, ela é uma estratégia de proteção à saúde e também de melhoria da eficiência operacional. Um funcionário que atua dentro dos limites seguros de exposição ao frio tende a apresentar menos cansaço, maior atenção e desempenho aprimorado ao longo do expediente”, esclarece.

Benefícios para os colaboradores

A exposição contínua ao frio pode ocasionar desconforto térmico, comprometimento da capacidade motora, cansaço muscular e aumentar o risco de acidentes laborais. Em casos mais graves, pode ainda levar a problemas de saúde relacionados ao sistema circulatório e musculoesquelético:

“A pausa térmica não deve ser encarada como um benefício exclusivo. É uma precaução que protege a saúde do trabalhador e diminui riscos que podem afetá-la tanto no curto quanto no longo prazo”, enfatiza Costa.

Vantagens para as organizações

Além dos benefícios diretos para a saúde dos funcionários, o cumprimento correto das pausas térmicas também resulta em vantagens significativas para as empresas.

Entre essas vantagens estão a redução do absenteísmo, menos afastamentos por problemas de saúde, menor ocorrência de acidentes e diminuição dos riscos trabalhistas associados ao descumprimento da legislação.

Outro aspecto crucial é o efeito sobre a produtividade. Funcionários que trabalham em condições adequadas tendem a manter níveis elevados de atenção, qualidade e eficiência nas operações.

“Quando as pausas são feitas nos momentos apropriados, há uma melhora na previsibilidade das operações, gerando ganhos de eficiência que frequentemente superam o tempo dedicado ao descanso. Atualmente é possível monitorar automaticamente a exposição dos colaboradores, emitir alertas e criar relatórios que auxiliam tanto na gestão operacional quanto na conformidade com as exigências legais”, conclui Costa.

By Diário do Paraná

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